No dia 16 de julho, aconteceu um clássico nordestino pelo maravilhoso campeonato Brasileiro de futebol da série D. O clássico em questão era Alecrim, do Rio Grande do Norte contra o famoso Treze da Paraíba. O resultado foi de 2×0 para o Alecrim que hoje está a um empate do acesso à série C do Brasileiro. Neste jogo mais de 11 mil pessoas estiveram presentes para assistir a este jogão de bola, entre duas equipes tradicionalíssimas do cenário nacional (ironia).
Não, este blog não mudou de tema e muito menos quem vos escreve está ficando louco.

No dia 15 de agosto, um mês depois, aconteceu nas maiores capitais brasileiras (São Paulo, Rio, BH, Vitória, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador, Recife, Goiânia e Brasília) manifestações promovidas com o tema “Fora Sarney”, desta vez com participantes “grátis”, não custando R$ 40,00 como foi aquela manifestação no Senado. Em São Paulo tivemos incríveis 500 manifestantes, sendo a capital que mais levou gente às ruas clamar em alto e bom tom “Fora Sarney”, pintados com cara de palhaço e empunhando faixas com vários dizeres.
Pois bem, como é que um país que almeja crescer, evoluir, ser “gente grande”, como é que queremos uma política decente, com políticos honestos, se quando temos uma das piores crises instalada em uma instituição da grandeza que é o Senado Federal, apenas 500 pessoas saem de suas casas e resolvem colocar as claras sua indignação? No total de todas as manifestações, não deve ter dado mais de 5 mil pessoas! No Brasil, dá-se mais importância ao Alecrim (sem demérito ao time) do que ao presente e futuro do país. No Brasil, a cervejinha gelada, o “Curintiá” tem mais espaço em nossas preocupações do que em quem escolheremos para governar nosso país.
Portanto, não temos nenhum direito de reclamar de nada o que acontece no Senado, na Câmara, na Presidência, pois fomos nós que escolhemos esses cara-pálidas sem conhecer ao mínimo sua biografia e, em muitas vezes, sua ficha criminal. E pior, quando a verdade vem à tona, se quer movemos um dedo para tirá-los do poder e mandá-los para o ostracismo.
Tenho saudade da época em que caras pintadas, Diretas Já, estudantes enchiam as ruas e mudavam este país. Tenho saudades de um país vivo. Porque este parece que morreu.